sábado, 15 de outubro de 2016

Teoria Histórico Cultural

   
Segundo Vigotski (2007), “o bom aprendizado é somente aquele que se caminha-se ao desenvolvimento”. O aprendizado acontece com o desenvolvimento mental e processos de desenvolvimento acontecem por meio das funções psicológicas culturalmente organizadas. A aprendizagem acontece quando, a partir da atuação do sujeito aprendiz sobre o ambiente, ocorrem descobertas que levam ao aprimoramento e a uma nova adaptação das estruturas mentais desse sujeito.



   Conforme Oliveira (2005), o ensino precisa ser organizado com procedimentos adequados, de maneira tal, que possibilite aprendizagens significativas, as quais promovam o desenvolvimento das funções psíquicas dos educandos conforme Vigotski defende, já que a aprendizagem é o motor do desenvolvimento. O psiquismo humano inicia onde termina a evolução biológica, sendo essa linha do desenvolvimento histórico ou cultural da conduta do homem um processo que deixa de ser naturalizado e que os indivíduos passam a compreender que quanto mais ensino, mais aprendizagem, mais desenvolvimento.


    O livro Pedagogia da Autonomia traz reflexões acerca da postura dos educadores enquanto seres críticos, desafiadores, reflexivos. Todo professor é aprendiz. As relações de aprendizagem devem propiciar uma relação horizontal de busca do novo. Devemos estar abertos para o novo, a aceitação do diferente com humildade. O respeito em relação à autonomia do educando deve ser constante. Todo ser é repleto de experiências, de histórias, de vivências. Devemos motivar ricas trocas de experiências. Manter uma postura ética e justa, isenta de preconceitos e discriminação promovendo assim relações de trocas de saberes pautado no respeito e no diálogo. Paulo Freire valoriza a troca de experiências tanto do docente quanto do discente. “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. A preocupação não deve ser apenas transmitir conteúdos, se caracterizando em um ensino conteudista, mas o educador deve estar voltado em uma prática em que faz seu educando a pensar, a criticar, analisar, questionar, perguntar e instigar, métodos estes que devem ser implantados em sala de aula, fazendo com que os alunos se tornem cidadãos críticos e autônomos na sociedade vigente (FREIRE, 2006).

   De acordo com Ferreira (2005, p.29), a formação do aluno deve passar por um processo que lhe dê acesso à palavra. Essas informações nos dão clareza das transformações procedimentais, comportamentais e conceituais que devem ser implementadas no processo de aprendizagem envolvendo além de fundamentos científicos e tecnológicos a incorporação de valores éticos e morais em relação à vida. 
Veja alguns pensadores dessa teoria...
https://flic.kr/p/NcXfsD

Referências:

FERREIRA, A.C. (2005). O papel da educação em ciências e tecnologia no Brasil: um debate. Ciência e Cultura, v.57, nº. 4, p. 28 – 30.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
OLIVEIRA, Martha Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. 4.ed. São Paulo: Scipione, 2005.
VIGOTSKI, Lev S. A formação social da mente. 7.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

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