As
autoras, Peixoto e Araújo (2012) fazem um estudo analisando os
fundamentos do discurso predominantes sobre as relações entre as
tecnologias e a educação. Elas tomam por base um estado da arte
realizado sobre os usos do computador na educação escolar, com
recorte, no período de 1997 a 2007 no Brasil. Nesse período, elas
encontram 107 trabalhos relacionados a essa temática e a referência
a 1.330 autores.
Com
olhares diferenciados, as autoras Peixoto e Araújo (2012) conduzem à
reflexão que busca apoio teórico em um descolamento dos discursos
habituais sobre o uso das tecnologias em educação: tanto aqueles
que se baseiam nas prescrições normativas para a incorporação dos
instrumentos tecnológicos (visão instrumental), quanto aqueles que
impõem as TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) como uma fatalidade no seio das escolas (determinismo
tecnológico). O corpus total foi objeto de análise de conteúdo,
indicando as categorias: o computador como recurso didático
pedagógico e o computador como recurso político-pedagógico.
Para
tal, Peixoto e Araújo (2012) utilizaram-se como referência os
autores que se repetem em, pelo menos, nove dos textos da amostra
trabalhada, indicados a seguir por frequência de citação: 1)
Pierre Lévy; 2) Paulo Freire; 3) Lev Vigotski; 4) Manuel Castells;
5) Maria Luiza Belloni; Joana Peixoto & Cláudia Helena dos
Santos Araújo; 6) Boaventura de Sousa Santos; 7) Marco Silva; 8)
José Manuel Costas Moran; 9) Antonio Nóvoa; 10) Nelson De Luca
Pretto; 11) Raquel Goulart Barreto; 12) Jürgen Habermas; 13) Edgar
Morin; 14) Mikhail Bakhtin; 15) Rena M. Palloff; 16) José Armando
Valente; 17) Michel Foucault; 18) Jean Piaget; 19) Keith Pra
(PEIXOTO; ARAÚJO, 2012).
A
grande contribuição desse artigo é apontar caminhos em que as
pesquisas em tecnologia educação foram construídas, em um espaço
temporal, e sendo publicizadas e utilizadas sem reconhecer nos
discursos dos autores, mais recorrentes nessas obras, que as defendem,
sem perceber analiticamente e criticamente ,controvérsias dos/nos
seus próprios discursos. Como uma visão salvacionista sobre o uso
da tecnologia na escola; com argumentação de autores que se
apropriam mais nos conhecimentos da TIC e que é usado sem uma
interpretação adequada para o ambiente escolar. Esquecendo que a
tecnologia, pode servir, também, para massificar, alienar e manter
um sistema econômico que se alicerça no consumismo.
A visão da tecnologia como construto humano serve para todos, não esquecendo que os avanços tecnológicos não são neutros e representam o interesse de uma minoria abastada no mundo, e que, na maioria das vezes, quando o seu uso tem uma tentativa de universalização,no sentido de ser acessível para todos, é apresentada os componentes que serviram ao interesse da mão invisível do mercado. Como exemplo, podemos tirar o Facebook, com tantas maneiras de interatividade para o desenvolvimento autônomo e cognitivo dos seres humanos, pela visão reducionista e com objetivos bem delineados pelos seus responsáveis, criou-se uma alienação em seu uso. Serve, geralmente, para ser uma revista eletrônica individual, em que o importante é a ostentação. Ao invés, de "pão e circo", para alienar as pessoas e proporcionar certo sentimento pseudo de felicidade, estamos utilizando as "tecnologias em redes". A ideia não é criar uma dicotomia, nas categorias apresentadas por Peixoto e Araújo de (2012), entre a visão instrumental e o determinismo tecnológico, e, sim, fazer uma complementaridade entre suas contribuições, de forma que o ser humano não seja confundido como maquina ou inferiorizado por não ter acesso à mesma.
A visão da tecnologia como construto humano serve para todos, não esquecendo que os avanços tecnológicos não são neutros e representam o interesse de uma minoria abastada no mundo, e que, na maioria das vezes, quando o seu uso tem uma tentativa de universalização,no sentido de ser acessível para todos, é apresentada os componentes que serviram ao interesse da mão invisível do mercado. Como exemplo, podemos tirar o Facebook, com tantas maneiras de interatividade para o desenvolvimento autônomo e cognitivo dos seres humanos, pela visão reducionista e com objetivos bem delineados pelos seus responsáveis, criou-se uma alienação em seu uso. Serve, geralmente, para ser uma revista eletrônica individual, em que o importante é a ostentação. Ao invés, de "pão e circo", para alienar as pessoas e proporcionar certo sentimento pseudo de felicidade, estamos utilizando as "tecnologias em redes". A ideia não é criar uma dicotomia, nas categorias apresentadas por Peixoto e Araújo de (2012), entre a visão instrumental e o determinismo tecnológico, e, sim, fazer uma complementaridade entre suas contribuições, de forma que o ser humano não seja confundido como maquina ou inferiorizado por não ter acesso à mesma.
Análise do artigo:
http://www.scielo.br/pdf/es/v33n118/v33n118a16.pdf
http://www.scielo.br/pdf/es/v33n118/v33n118a16.pdf
Educ.
Soc., Campinas, v. 33, n. 118, p. 253-268, jan.-mar. 2012 Disponível
em http://www.cedes.unicamp.br/
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